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Carla Dickson intensifica atuação em prol dos pescadores do RN
A deputada federal Carla Dickson (PL-RN) vem ampliando sua atuação em defesa dos pescadores artesanais do Rio Grande do Norte, por meio da destinação de recursos e do apoio a iniciativas voltadas ao fortalecimento da pesca no estado. Nesta segunda-feira (22), a parlamentar se reuniu com representantes de 11 colônias de pescadores em São João do Sabugi, na região Seridó. Na ocasião, reafirmou seu compromisso com a categoria e anunciou a destinação de mais de R$ 1,5 milhão para o setor. Os recursos serão aplicados na aquisição de equipamentos e em melhorias que contribuam para o desenvolvimento da atividade pesqueira. Além dos investimentos, Carla Dickson tem atuado na Câmara dos Deputados em defesa dos pescadores, acompanhando pautas relacionadas ao pagamento regular do seguro-defeso e cobrando do Governo Federal medidas que garantam mais segurança jurídica, dignidade e melhores condições de trabalho para os profissionais da pesca artesanal.
Impedida de ser candidata, Fátima diz que Samanda representa seu projeto político na disputa ao Senado
Ao apresentar a vereadora Samanda Alves como pré-candidata ao Senado Federal, a governadora Fátima Bezerra transformou um recado político em demonstração de resistência. No vídeo divulgado nas redes sociais, Fátima relembra que “tentaram de tudo para fazer a gente ficar de fora dessa disputa”, numa referência ao processo político que inviabilizou sua candidatura ao Senado e que, segundo a própria governadora, fez parte de um movimento articulado para retirar o PT da corrida por uma das vagas potiguares. Mas a resposta veio rápida. Em vez de recuar, Fátima escolheu quem a representará na disputa pelo Senado: um nome de sua inteira confiança, construído dentro do mesmo projeto político que governa o Rio Grande do Norte desde 2019. Vereadora, dirigente partidária e uma das principais lideranças da nova geração do PT potiguar, Samanda surge como a pré-candidata encarregada de defender no Senado os avanços conquistados pelo estado nos últimos anos. O anúncio reforça uma mensagem de continuidade, renovação e unidade política. Se a intenção era retirar esse campo político da disputa, o efeito foi justamente o contrário: a eleição passa a contar com uma candidatura que chega respaldada pela confiança de Fátima, por uma trajetória de militância e atuação pública, e pela disposição de ampliar em Brasília as pautas e conquistas defendidas pela governadora no Rio Grande do Norte.
Tomba sugere que ALRN convide secretário de Saúde para explicar fila de cirurgias eletivas e uso de recursos do Ministério da Saúde
O deputado estadual Tomba Farias defendeu que a Comissão de Saúde da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte convide o secretário estadual de Saúde, Alexandre Motta Câmara, para prestar esclarecimentos sobre a fila de cirurgias eletivas e a execução dos recursos destinados à redução da espera por procedimentos cirúrgicos no Estado. Durante pronunciamento em plenário, o parlamentar afirmou que o convite é necessário diante dos dados divulgados pelo Conselho de Secretarias Municipais de Saúde do Rio Grande do Norte (Cosems-RN), segundo os quais o Estado executou apenas 16% dos recursos destinados pelo Ministério da Saúde ao Programa Nacional de Redução de Filas (PNRF) em 2026. De acordo com os números citados por Tomba, com base em matéria publicada pelo jornal Tribuna do Norte, dos R$ 58 milhões previstos para o Rio Grande do Norte neste ano, R$ 32 milhões já foram liberados pelo Governo Federal, mas apenas R$ 9,3 milhões foram efetivamente utilizados. Enquanto isso, cerca de 19 mil potiguares aguardam por uma cirurgia eletiva. “O secretário precisa comparecer à Comissão de Saúde para explicar a situação da fila de cirurgias, os motivos da baixa execução dos recursos federais e quais medidas estão sendo adotadas para acelerar os procedimentos. A população tem o direito de receber essas informações”, afirmou o deputado. Tomba destacou que a preocupação aumenta diante do fato de os recursos estarem disponíveis, enquanto milhares de pacientes permanecem à espera de atendimento. Segundo ele, o problema não parece estar relacionado à falta de verbas, mas à dificuldade de ampliar a rede de prestadores aptos a realizar os procedimentos. O parlamentar citou declarações da presidente do Cosems-RN, Maria Eliza Garcia, que atribuiu a baixa execução dos recursos à insuficiência de prestadores de serviços interessados em participar do programa. Segundo ela, embora haja recursos disponíveis, hospitais e clínicas têm demonstrado resistência em aderir às condições oferecidas para a realização das cirurgias. Tomba também mencionou a avaliação da presidente do Conselho Regional de Medicina do Rio Grande do Norte (Cremern), Giana da Escóssia Melo. A dirigente defendeu investimentos contínuos na rede hospitalar, ampliação da capacidade de atendimento, disponibilidade de leitos, fortalecimento das equipes médicas e aperfeiçoamento da regulação dos pacientes. Apesar das críticas à situação atual, o deputado ressaltou que sua intenção não é promover embate político, mas buscar explicações e soluções para um problema que afeta milhares de famílias potiguares. Segundo ele, a Comissão de Saúde da Assembleia Legislativa é o fórum adequado para ouvir os esclarecimentos da Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap), avaliar os obstáculos enfrentados pela gestão e discutir medidas capazes de acelerar a realização das cirurgias eletivas. “O Rio Grande do Norte não pode conviver com cerca de 19 mil pessoas aguardando por uma cirurgia enquanto recursos destinados a esse fim permanecem sem utilização. É preciso transparência e ação para enfrentar esse problema”, concluiu. FONTE: Assessoria de imprensa do deputado Tomba Farias
COLUNA: REFLEXÕES DO MATO GRANDE; Vergonha de Voltar? Medos que Mantêm Adultos Longe da Escola
Ritinha lembra direitinho daquela sala de aula. Era à noite, depois de um dia inteiro de trabalho. Ela chegava cansada, mas decidida a terminar os estudos. Enquanto o professor explicava algum conteúdo, alguns colegas aproveitavam para contar, em voz alta, “as coisas absurdas” que faziam com meninas nos fins de semana. Riso fácil, detalhes desnecessários, uma naturalidade que cortava o ar. Ritinha era a única evangélica da turma. Virou alvo de piada. Zombavam da sua fé, da forma como se vestia, do fato de não participar das mesmas festas. No começo, ela tentava fingir que não ouvia. Depois, o corpo começou a sentir: dor de cabeça, enjoo, vontade de chorar no caminho de casa. Um dia, sem aguentar mais, criou coragem e foi até o diretor: “Seu fulano, eu queria mudar de sala. Não estou bem ali dentro”. O pedido era simples, humano, razoável. A resposta foi dura, burocrática, fria: “Não posso fazer isso”. Naquele dia, Ritinha entendeu que a escola que deveria protegê-la tinha escolhido olhar para o lado. Pouco tempo depois, ela desistiu e foi trabalhar em casa de família. Hoje, aos 43 anos, ela diz: “Fiquei muito triste com o diretor… mais, se Deus quiser, vou voltar pra terminar”. A história de Ritinha não é exceção. É espelho. Em muitas salas de aula do Mato Grande, adultos que decidiram recomeçar nos estudos carregam medos difíceis de confessar. Não é só a canseira depois do trabalho, a falta de transporte ou a necessidade de cuidar dos filhos. É também a sensação de não pertencer mais àquele espaço. Tem gente que teme a própria letra, por achar que é “feia demais” para um caderno de escola. Gente que tem pavor de ler em voz alta e errar na frente dos outros. Gente que tem vergonha de sentar numa carteira apertada, ouvindo cochichos nas primeiras fileiras. Gente que evita matrícula para não correr o risco de encontrar antigos colegas que seguiram estudando, enquanto ela ficou para trás. Há mulheres que carregam marcas de bullying de outros tempos: apelidos cruéis, professores que ridicularizaram, colegas que riram de um erro de leitura como se fosse piada. Há homens que abandonaram a escola para trabalhar na roça, na obra, no comércio, e hoje, ao pensar em voltar, sentem-se “burros”, “atrasados”, “fora de lugar”. Há quem tema ser julgado na própria igreja: “Vão dizer que agora, velho, eu quero estudar?”. Há quem tema o contrário: ser julgado na escola por causa da fé, como aconteceu com Ritinha. Esses medos se misturam e, muitas vezes, se tornam mais fortes do que o desejo de aprender. É preciso dizer com todas as letras: a vergonha não está em quem quer voltar a estudar. Vergonha é uma escola que tolera humilhação dentro da sala. Vergonha é um diretor que se omite diante de um pedido de ajuda. Vergonha é uma comunidade que finge não ver quando alguém é ridicularizado por ser mais velho, por ser evangélico, por ter a pele negra, por estar acima do peso, por não saber ler uma frase inteira. Quando a escola vira lugar de riso fácil em cima da dor do outro, ela trai a sua vocação. A sala de aula deveria ser espaço de proteção, não de exposição; de respeito, não de chacota; de acolhimento, não de prova de resistência. Há perguntas que precisamos fazer com honestidade: que tipo de escola permite que um grupo transforme a aula em palco de violência simbólica? Que tipo de gestão trata um pedido de mudança de sala como “complicação” e não como cuidado? Quantas “Ritinhas” já passaram pelos corredores das nossas escolas, saíram caladas e nunca mais voltaram? Quando a EJA é organizada de qualquer jeito, com turmas improvisadas, horários mal pensados e pouco diálogo com a realidade dos estudantes, ela corre o risco de repetir os mesmos erros da escola regular que já afastou tanta gente. Se quisermos que a EJA seja, de fato, um caminho de recomeço, precisamos levar a sério os medos de quem pensa em voltar. Isso passa por decisões concretas. Turmas específicas de Educação de Jovens e Adultos, com horários pensados para quem trabalha, ajudam. Acordos de respeito em sala de aula, construídos com os próprios estudantes, ajudam. Professores que escutam, que intervêm quando alguém é desrespeitado, que não tratam bullying como “brincadeira”, ajudam. Quando possível, apoio psicológico, rodas de conversa, momentos de partilha sobre as feridas que a escola já causou, ajudam. Nenhuma dessas ações resolve tudo, mas todas elas comunicam algo fundamental: “Aqui ninguém será humilhado por querer aprender”. As comunidades de fé também têm um papel precioso. Pastores, padres, lideranças de igrejas e grupos religiosos podem ser ponte entre o medo e a coragem. Em vez de olhar a escola com desconfiança ou distanciamento, podem abraçá-la como aliada. Podem dizer, do púlpito ou do microfone: “Voltar a estudar é honra, não vergonha. Deus se alegra com cada recomeço”. Podem organizar mutirões para matrícula, ajudar com transporte solidário, acompanhar quem está desanimando. Podem oferecer oração, sim, mas também companhia nos primeiros dias de aula, incentivo concreto, escuta atenta. Se você, que lê este texto, já abandonou a escola por vergonha, violência, humilhação ou falta de acolhimento, eu queria falar diretamente com você. Você não é o problema. O problema foi o ambiente que não te acolheu como deveria. Você não é “burro”, não é “atrasado”, não é “sem jeito”. Você é alguém que, em algum momento da vida, foi ferido justamente num lugar que deveria cuidar de você. E isso dói. Mas essa dor não precisa ser a última palavra. A vontade que ainda existe no seu coração — esse “se Deus quiser, eu volto” — é sinal de que o sonho não morreu. Talvez você tenha medo de entrar de novo por um portão de escola. Talvez carregue lembranças de risadas, de portas fechadas, de pedidos ignorados. Talvez se pergunte se vai aguentar conciliar tudo: casa, trabalho, filhos, saúde. Eu não vou dizer que é fácil. Não é. Mas também não é impossível. E, mais
Vereador Igor Brito participa de encontro dos amigos de Nina Souza e reforça compromisso com as demandas da população
O vereador Igor Brito, do município de Touros/RN, participou nesta última segunda-feira (22) do Encontro dos Amigos de Nina Souza, Mato Grande/Litoral Norte, realizado na capital do estado. O evento reuniu representantes de diversos municípios da região em apoio à pré-candidatura de Nina Souza à Câmara dos Deputados, fortalecendo o diálogo entre lideranças políticas e comunitárias em torno de pautas voltadas ao desenvolvimento dos municípios potiguares. Em Touros, Igor Brito tem se destacado pela atuação parlamentar pautada na defesa dos interesses da população, apresentando diversas proposituras e discutindo constantemente os anseios do povo nas sessões legislativas e junto às comunidades do município. A participação do vereador no encontro reforça seu compromisso em buscar parcerias e fortalecer o diálogo político em benefício da população, contribuindo para que as demandas da região tenham maior representatividade e visibilidade. Durante o evento, Nina Souza destacou a importância da união entre as lideranças e da construção de um projeto político baseado na escuta e na presença junto aos municípios. “Seguimos ouvindo, somando forças e caminhando ao lado de quem conhece de perto a realidade dos municípios. Esse é o caminho: união, trabalho e presença”, afirmou Nina Souza. O encontro foi marcado pela troca de experiências, fortalecimento de alianças e pela defesa de ações que contribuam para o crescimento e desenvolvimento do Mato Grande e do Litoral Norte do Rio Grande do Norte.
MPRN participa de oficina sobre planos decenais de educação em João Câmara
O Ministério Público do Rio Grande do Norte (MPRN) participou nesta quarta-feira (17) de mais uma Oficinas dos Planos Decenais de Educação. O evento ocorreu na 16ª Diretoria Regional de Educação e Cultura do Rio Grande do Norte (Direc). O MPRN é representado pela Coordenação do Centro de Apoio Operacional às Promotorias da Cidadania (Caop Cidadania). A reunião contou com representantes dos municípios de Bento Fernandes, João Câmara, Parazinho, Pedra Grande, Pedra Preta, Poço Branco, Pureza, Taipu e Jardim de Angicos. O objetivo do encontro é prestar apoio e debater os planejamentos voltados para a construção dos novos planos decenais de educação dessas localidades. O Caop Cidadania vai acompanhar a elaboração dos planos estaduais e municipais de educação através do projeto Segue o Plano. Esse acompanhamento visa atender às exigências e aos prazos estabelecidos pelo novo plano nacional de educação, conforme a Lei 15.388/2026. Mais oficinas A rede de cooperação para os planos decenais de educação do Rio Grande do Norte está realizando oficinas em oito polos regionais. Essas atividades servem para auxiliar os municípios no planejamento e na construção dos novos Planos Decenais de Educação. A iniciativa busca fortalecer o regime de colaboração entre Estado e municípios através de formação, análise de dados e planejamento estratégico para a educação pública. As oficinas reúnem representantes das Secretarias Municipais de Educação, Conselhos e Fóruns Municipais para a realização desse trabalho colaborativo. A promotora de Justiça e coordenadora do Caop Cidadania Marcella Nóbrega afirmou que “a participação do MPRN nesta construção é importante para acompanhar a elaboração dos planos estaduais e municipais de educação, garantindo a atenção às exigências e aos prazos da Lei 15.388/2026”.
ALRN promove nova etapa do Programa Assembleia em Movimento para gestores da Casa
Nesta segunda-feira (22), os gestores da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte participaram de uma nova etapa do Programa Assembleia em Movimento – Encontro de Líderes. A iniciativa, coordenada pela Diretoria de Gestão de Pessoas (DGP), é voltada ao fortalecimento das práticas de liderança e ao desenvolvimento de competências fundamentais para a excelência na gestão pública potiguar. O treinamento vem sendo conduzido pela especialista em desenvolvimento humano, Katarina Alcântara, que apresentou conteúdos focados nos avanços institucionais e no legado administrativo construído pelo Parlamento desde 2015. A proposta central do encontro é garantir que a Casa esteja cada vez mais preparada para responder às demandas da população, atuando com eficiência, transparência e inovação tecnológica. Durante a atividade, o diretor de Gestão de Pessoas, Thyago Cortez, pontuou que o programa representa uma oportunidade de “crescimento coletivo”. Ele relembrou a evolução da Assembleia em diversas frentes, citando a implementação do planejamento estratégico, a modernização de processos eletrônicos e a conquista de prêmios nacionais. Para o diretor, cada gestor e servidor desempenha um papel essencial na “construção de uma nova Assembleia”, sob a liderança incentivadora do presidente da Casa, deputado Ezequiel Ferreira. Cortez também enfatizou a valorização do quadro funcional como um dos pilares da gestão. “Foi onde gastamos mais energia”, afirmou, referindo-se à realização de concurso público, à estruturação de um sólido plano de cargos e carreiras e à ampliação de benefícios. Segundo ele, o objetivo é consolidar um ambiente de trabalho pautado pela escuta ativa e pela comunicação eficaz, aprimorando o serviço prestado à sociedade. Complementando a visão institucional, o diretor da Escola da Assembleia, José Bezerra Marinho Junior, destacou que a liderança deve ter o ser humano como “valor absoluto”. Ele defendeu o conceito de “esperançar” — uma esperança ativa e operante — como motor para as transformações necessárias no serviço público. Para Marinho, o verdadeiro líder tem o compromisso de formar “novos líderes” e de atuar como um empreendedor social, superando limitações para entregar o melhor resultado ao cidadão. O evento reforça o compromisso do Legislativo potiguar com a capacitação contínua e a modernização administrativa. Ao investir no aperfeiçoamento de suas lideranças, a instituição reafirma sua missão de servir ao Rio Grande do Norte com foco na inovação e na valorização das pessoas.


