O Ministério Público do Rio Grande do Norte (MPRN)...Leia mais
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O Legislativo estadual reuniu, na tarde desta quinta-feira (9),...Leia mais
Durante sessão ordinária da Câmara Municipal de João Câmara/RN,...Leia mais
Mais uma pesquisa eleitoral reforça o crescimento da pré-candidatura...Leia mais
Poucos sabem, mas quase 50% da área urbana de...Leia mais
As duas pesquisas divulgadas nesta semana confirmam a principal...Leia mais
Durante sessão ordinária da Câmara Municipal de João Câmara/RN,...Leia mais
Decisão recente da Justiça do Rio Grande do Norte...Leia mais
Um médico que atuava em um hospital psiquiátrico viveu...Leia mais
O pré-candidato a deputado federal Pedro Filho (PL) realiza...Leia mais

O Ministério Público do Rio Grande do Norte (MPRN) recomendou à Prefeitura de Areia Branca a redução dos custos da tradicional Festa de Nossa Senhora dos Navegantes de 2026. A medida busca uma diminuição de 30% a 40% nos gastos totais do evento em comparação com o ano anterior. Além disso, o documento, publicado no Diário Oficial do MPRN (DOMP) desta quinta-feira (9), fixa o encerramento das apresentações musicais rigorosamente às 2h da manhã.
A recomendação tem como base notícias de queda de 34% na arrecadação de royalties de petróleo no município em 2026. Além disso, o ano anterior apresentou receita menor que a despesa empenhada, segundo dados do Sistema Integrado de Auditoria Informatizada (SIAI Fiscal) do Tribunal de Contas do Estado (TCE).
No entendimento da Promotoria de Areia Branca, os gastos elevados com festividades tornaram-se incompatíveis com o cenário financeiro atual. Em 2025, o gasto apenas com bandas ultrapassou um R$ 1,9mi. “Esse tipo de evento demanda gastos não só com a contratação de bandas (que, por si só, já representa um alto custo), mas também com a locação de serviços de som, palco, tenda, banheiros, gerador, equipamentos, dentre outros, mormente se considerada a duração da festa”, registra o texto.
O texto registro, no entanto, que a diminuição de dias do evento, caso se faça necessária, deverá refletir tão somente nos eventos culturais e festivos, não havendo qualquer limitação aos atos religiosos da referida festividade.
Por outro lado, a Polícia Militar provocou a instauração de procedimento para limitar horários. Afinal, a ausência de limites claros gerava aumento de conflitos e poluição sonora. Com isso, a recomendação orienta que a Prefeitura limite o encerramento das apresentações musicais rigorosamente às 2h da manhã.
O gestor municipal recebeu o prazo de três dias úteis para enviar resposta por escrito. O descumprimento dessas orientações poderá acarretar o ajuizamento de Ação Civil Pública.
Confira a íntegra da recomendação.


O Legislativo estadual reuniu, na tarde desta quinta-feira (9), representantes de instituições civis e militares, além de membros de associações de classe, para discutir, em audiência pública, a possibilidade de acumulação de cargos pelos militares do Rio Grande do Norte.
O objetivo do encontro foi ampliar o debate para encontrar soluções, garantindo a segurança jurídica e a correta aplicação das normas relativas à acumulação de cargos públicos por parte dos efetivos da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros Militar.
O primeiro da mesa dos trabalhos a se pronunciar foi o advogado Roberto Barroso, representante das assessorias jurídicas das associações dos militares estaduais.
“A regra geral é que a acumulação é vedada, com algumas exceções. E essas hipóteses estavam previstas só para os civis. Mas, em 2019, com Emenda Constitucional 101, o texto passou a prever a aplicação da acumulação de cargos públicos aos militares estaduais e do DF”, iniciou.
Segundo o advogado, o que está surgindo é uma interpretação que está restringindo esse direito – o que não pode acontecer.
“Após a segurança jurídica gerada pela emenda constitucional de 2019, muitos militares passaram a se preparar. Eles estudaram, fizeram outras graduações e foram aprovados em outros concursos públicos. Além disso, passaram por etapas anteriores à posse e exercício. Contudo, surgiram algumas interpretações no estado restritivas a esse direito. E surgiram ainda processos administrativos, determinando que, se esses militares não fizessem a opção pelo cargo da polícia ou bombeiro militar, seriam excluídos da corporação”, informou.
Ainda de acordo com Roberto Barroso, “nós defendemos que seja feita a correta interpretação constitucional, a partir da intenção do legislador constituinte”.
“E o que ele quis foi garantir aos militares os mesmos direitos dos servidores civis. Ou seja, que eles possam acumular os cargos de militar + professor; militar + cargo de qualquer natureza; ou militar + área da saúde”, concluiu.
Para o presidente da Associação dos Bombeiros Militares do RN, cabo Igor Nogueira, o que as associações estão querendo não é aumentar direitos, e sim “consolidar um direito que já existe desde 2019, com a PEC”.
“E com isso nós queremos proteger o militar, a sua família, as próprias instituições e a sociedade como um todo. Por que eu digo isso? Porque se os militares tiverem que optar, a PM e o Corpo de Bombeiros podem perder profissionais que já são altamente capacitados nas suas funções, prejudicando, assim, a nossa Segurança Pública”, frisou.
Conforme o cabo Igor, atualmente há centenas de militares que ingressaram nas corporações já possuindo um cargo em outra instituição do estado.
“E isso significa que, quando ele passou pela banca do concurso, toda a situação foi analisada. E, quando entrou na corporação, também passou pela área jurídica”, finalizou.
Já o sargento Flaudiano, da Polícia Militar de Pau dos Ferros, que é parte em processos administrativos e judiciais, disse que “essa questão vem deixando todos muito aflitos”.
“É angustiante você responder a um processo administrativo, mesmo sabendo que tem o direito estampado na constituição. Então foi por isso que nós recorremos a esta Casa”, ressaltou.
Em seguida, o representante da Associação Nacional de Entidades Representativas de Praças – ANASPRA, subtenente Éder de Oliveira, da PM-MG, destacou que o principal ponto em discussão não é a norma em si, mas a dificuldade de cumpri-la.
“A legislação já existe. O direito já está posto, agora nós precisamos efetivá-lo”, disse.
De acordo com o vice-presidente da Comissão de Direito Militar da OAB, Gabriel Almeida, “está sendo criada uma dificuldade que já foi solucionada na perspectiva constitucional”.
“E isso traz uma preocupação, porque uma interpretação restritiva não pode ultrapassar o limite de fiscalização da lei e adotar uma postura de legislador constituinte derivado”, apontou.
Segundo o vice-presidente, “existem valorosos policiais e bombeiros militares que prestam seus serviços para a sociedade potiguar também na saúde ou na educação. E como nós iremos repor todo esse efetivo, caso eles sejam excluídos? Porque as duas instituições já sofrem com baixo quantitativo. Por isso, nós temos que ter cuidado para não afastar a efetividade social da previsão constitucional em nome de uma interpretação restritiva”, alertou.
Por fim, ele afirmou que a OAB irá propor uma subcomissão “que discutirá o assunto e emitirá um parecer colaborativo para a Assembleia Legislativa do RN”.
Continuando os discursos, o subcomandante do Corpo de Bombeiros Militar do RN, Coronel Franklin, contou como o empasse foi iniciado.
“Para contextualizar a situação, o que aconteceu foi que o MP-RN encaminhou ofício ao Comando Geral da PM, solicitando informações sobre eventuais acúmulos de cargos em seu efetivo. Após receber os documentos, o MP apontou algumas situações que, em seu entendimento, poderiam configurar acúmulos de cargos indevidos e requereu a abertura de processos por parte do comando militar. Desde então os processos estão seguindo seu trâmite normal. Mas, havendo uma legislação que venha a pacificar o entendimento, a questão será resolvida”, garantiu.
O subcomandante ressaltou ainda que o comando do Corpo de Bombeiros quer que o assunto esteja devidamente pacificado.
“E, se vier uma legislação para esclarecer de uma vez tudo isso, ela será muito bem-vinda. O comandante-geral, para esses casos específicos, está analisando e dialogando com todos os envolvidos. Portanto, nós queremos encontrar uma solução que dê a devida segurança jurídica também para as instituições. Nada mais do que isso”, concluiu.
Representando a Polícia Militar, o coronel Luís Carlos afirmou que “a PM está de portas abertas para a colaboração de todos que puderem ajudar”.
“Nós temos leis e regulamentos a seguir, então os processos estão seguindo o seu rito normal. Mas isso não quer dizer que tenhamos o objetivo de punir alguém. Nós apenas faremos o processo com a maior lisura possível e daremos o direito a quem tem direito, sem nos furtar de seguir o que diz a legislação”, esclareceu.
Na visão da representante da Comissão de Direito Administrativo da OAB, Cristina Braga, a emenda constitucional 101/2019 deveria ter colocado um fim nessa discussão.
“Porque essa emenda veio para tratar de maneira isonômica os civis e militares, quanto à acumulação de cargos. E ela não dá margem à interpretações. Já diz exatamente como deve ser interpretada. Então o direito já está claro e posto. Portanto, nos parece que estamos tendo um problema na esfera administrativa com relação à interpretação da norma constitucional”, opinou.
Na sequência, em nome da sua comissão, ela sugeriu soluções para o problema.
“A primeira seria a criação de uma súmula ou enunciado administrativo de caráter vinculante, pela PGE, direcionado a todas as corporações e aplicado aos processos administrativos. O segundo ponto seria a adoção de critérios individualizados de compatibilidade de horários. E a terceira sugestão seria a capacitação dos setores de gestão de pessoas e assessorias jurídicas das instituições”, enfatizou a advogada.
Por fim, o representante da PGE-RN, José Duarte Santana, falou que o órgão irá enviar por escrito as sugestões para a comissão dos deputados da PEC estadual que tratará do tema.
“E isso será muito importante, porque o texto receberá diferentes contribuições, advindas de entidades e pessoas com visões diferentes e que estarão em busca das melhores soluções. Portanto, nós estamos à disposição para que essa proposta de emenda seja uma realidade daqui a poucos dias”, destacou o procurador.
O encontro foi finalizado com o compromisso de que foi apenas o início das movimentações em torno da pacificação do tema no Estado do RN.


Durante sessão ordinária da Câmara Municipal de João Câmara/RN, a vereadora Rosiane Soares apresentou dois importantes requerimentos voltados à melhoria da infraestrutura urbana e da segurança da população.
No primeiro requerimento, a parlamentar solicita que seja encaminhado expediente à prefeita municipal para que determine à Secretaria Municipal de Obras, Transporte e Urbanismo a instalação de um semáforo no cruzamento da Rua Vereador José Severiano da Câmara com a Rua Vereador Antônio Honorato.
Segundo a vereadora, a medida tem como objetivo reforçar a segurança no trânsito, reduzindo os riscos de acidentes em um dos cruzamentos considerados de grande circulação no município. A implantação do equipamento deverá proporcionar maior organização do fluxo de veículos e mais segurança para pedestres que utilizam diariamente o local.
Já no segundo requerimento, Rosiane Soares pede a regularização integral da iluminação pública na comunidade de Tubibas, com a substituição de todas as luminárias queimadas ou danificadas existentes na posteação da localidade.
A iniciativa busca garantir mais segurança, mobilidade e qualidade de vida aos moradores, além de contribuir para a prevenção da criminalidade e proporcionar melhores condições de circulação durante o período noturno.
Os dois requerimentos foram apresentados em plenário e, após aprovação, seguem para apreciação do Poder Executivo Municipal, que deverá analisar a viabilidade das solicitações por meio da Secretaria Municipal de Obras, Transporte e Urbanismo.
Foto: Moisés Araújo


Mais uma pesquisa eleitoral reforça o crescimento da pré-candidatura de Odon Jr. à Câmara Federal. Levantamento divulgado nesta quinta-feira (09) pelo Instituto Seta aponta o ex-prefeito de Currais Novos na 8ª colocação geral entre os nomes mais citados para deputado federal no Rio Grande do Norte e em 3° lugar entre os candidatos da Federação, posição que o coloca entre os projetados para conquistar uma vaga.
O resultado reforça a presença de Odon Jr. no cenário político estadual e indica a consolidação de seu nome entre os principais pré-candidatos à Câmara dos Deputados, em um momento em que as pesquisas começam a desenhar o panorama da disputa eleitoral de 2026.
A pesquisa ouviu 1.500 eleitores em todas as regiões do estado entre os dias 4 e 6 de julho. O levantamento possui margem de erro de 2,5 pontos percentuais, para mais ou para menos, e intervalo de confiança de 95%. O estudo foi registrado na Justiça Eleitoral sob os protocolos RN-04846/2026 e BR-08821/2026.


Poucos sabem, mas quase 50% da área urbana de João Câmara é parte da zona rural pertence oficialmente à União, uma situação que se arrasta há mais de um século e impede que milhares de famílias tenham a escritura pública de seus imóveis.
Sem esse documento, os proprietários enfrentam dificuldades para financiar suas casas, vender seus terrenos, obter crédito e garantir a segurança jurídica do patrimônio construído ao longo de gerações.
Com o objetivo de enfrentar esse problema histórico, a prefeita Aize Bezerra, a secretaria de planejamento e a procuradoria do município, acompanhados do Deputado Federal Benes Leocádio cumprem agenda na Superintendência do Patrimônio da União (SPU), iniciando uma articulação que pode representar o maior projeto de Regularização Fundiária da história de João Câmara.
A proposta em discussão busca encontrar uma solução definitiva para uma questão que atravessou décadas sem ser resolvida. Entre as alternativas está a transferência da área da União para o Município, permitindo que a Prefeitura implante um amplo programa de regularização fundiária e entregue, de forma legal, os títulos de propriedade às famílias camarenses.
Para a prefeita Aize Bezerra, essa é uma prioridade da sua gestão e se tudo der certo, será o maior feito da história.
“Estamos falando do sonho de milhares de famílias que vivem há décadas em seus imóveis, mas nunca puderam dizer que possuem, de fato, a escritura pública da sua casa. Nossa gestão escolheu enfrentar esse desafio e buscar uma solução definitiva. A Secretária de Planejamento, Karolina Assunção, vem fazendo um trabalho, buscando esses levantamento dos imóveis que estão no perímetro que pertence a união e o trabalho já inicia com essas perspectivas. Esse é uma trabalho de várias mãos que unidas mudaremos essa realidade no nosso município”.
A agenda representa mais um passo do compromisso da gestão municipal em resolver problemas estruturais de João Câmara. Caso a iniciativa avance, milhares de imóveis poderão ser regularizados, valorizando o patrimônio das famílias, ampliando o acesso ao crédito e fortalecendo o desenvolvimento econômico do município, já imaginou você, receber a titularidade da sua propriedade?
Depois de mais de cem anos de impasse, João Câmara começa a construir um novo capítulo na história da sua regularização fundiária.


As duas pesquisas divulgadas nesta semana confirmam a principal movimentação da disputa pelo Governo do Estado: Cadu Xavier é o candidato que mais cresce entre todos os concorrentes . Tanto o levantamento do Instituto Seta quanto o da Consult registram um avanço expressivo da candidatura, consolidando uma tendência de crescimento consistente e acima dos demais adversários.
Enquanto os outros candidatos apresentam oscilações pequenas ou estabilidade, Cadu avança em ritmo acelerado, ampliando sua presença entre os eleitores e reduzindo a distância para a disputa pelo segundo turno. O desempenho nas duas pesquisas mostra que cada vez mais potiguares conhecem, aprovam e passam a confiar no projeto representado por Cadu.
O cenário reforça o embalo da candidatura e sinaliza uma nova fase da eleição. Com o maior crescimento registrado pelos dois institutos, Cadu se consolida como o nome que mais ganha força na corrida pelo Governo do Rio Grande do Norte, confirmando que a disputa está em pleno movimento.


Durante sessão ordinária da Câmara Municipal de João Câmara/RN, o vereador Mestre Raimundo apresentou dois requerimentos voltados à melhoria da infraestrutura urbana e da segurança da população. As propostas foram encaminhadas ao Poder Executivo Municipal, com solicitação para que a prefeita Aíze Bezerra determine à Secretaria Municipal de Obras, Transporte e Urbanismo a adoção das providências necessárias.
No primeiro requerimento, o parlamentar solicita a realização de melhorias na Rua Desembargador João de Brito. Entre as ações propostas estão o melhoramento do calçamento existente, a implantação ou adequação do sistema de drenagem das águas pluviais e a realização de um estudo de viabilidade para a execução do recapeamento asfáltico da via.

De acordo com Mestre Raimundo, a iniciativa busca proporcionar melhores condições de trafegabilidade, garantir mais segurança para pedestres e motoristas, reduzir os transtornos causados pelo acúmulo de água durante o período chuvoso e oferecer mais qualidade de vida aos moradores da localidade.
Já no segundo requerimento, o vereador solicita a substituição das lâmpadas queimadas, além do reforço e da melhoria da iluminação pública no Beco de França, especialmente no trecho que liga a BR-406 à RN-023.
Segundo o parlamentar, a solicitação atende às reivindicações dos moradores e das pessoas que utilizam diariamente o acesso, que atualmente enfrenta problemas de iluminação insuficiente, comprometendo a visibilidade e aumentando a sensação de insegurança durante a noite.

Mestre Raimundo destacou que o reforço da iluminação pública contribuirá para oferecer mais segurança a pedestres, ciclistas, motociclistas e condutores de veículos, além de ajudar na prevenção de acidentes e inibir ações criminosas, garantindo melhores condições de mobilidade e mais tranquilidade para a população.
Moção de parabenização, veja a baixo;

Foto: Moisés Araújo


Decisão recente da Justiça do Rio Grande do Norte sobre o terço de férias de professores municipais é analisada por Mylena Leite Ângelo, advogada especialista em Direito do Servidor Público, e reforça entendimentos do TJRN e do STF de que, quando a legislação local garante 45 dias de férias, o adicional constitucional deve incidir sobre todo o período.
Julho é o mês das férias escolares e também pode ser uma oportunidade para que professores municipais do Rio Grande do Norte descubram diferenças financeiras que passaram despercebidas durante anos. O terço de férias de professores municipais pode estar sendo calculado incorretamente em cidades onde a legislação garante 45 dias de férias aos docentes em efetivo exercício da docência, mas o adicional constitucional continua sendo pago apenas sobre 30 dias.
Segundo Mylena Leite Ângelo, advogada especialista em Direito do Servidor Público, esse tipo de erro costuma passar despercebido porque o professor recebe o adicional de férias e, muitas vezes, acredita que o valor está correto, sem conferir se o cálculo respeitou todo o período previsto na legislação do próprio município.
“É um erro silencioso que pode se repetir durante anos. O professor recebe o adicional de férias, mas nem sempre sabe se aquele valor foi calculado corretamente. Quando a legislação municipal assegura 45 dias de férias para quem exerce efetivamente a docência, o terço constitucional deve incidir sobre todo esse período. Se o pagamento ocorre apenas sobre 30 dias, pode existir uma diferença a ser cobrada”, explica a especialista.
O entendimento foi reforçado recentemente em sentença proferida pelo Juizado Especial da Fazenda Pública da Comarca de São José de Mipibu, no Rio Grande do Norte. Conforme a decisão analisada, a Justiça reconheceu o direito ao pagamento das diferenças relativas ao terço constitucional incidente sobre os 15 dias adicionais de férias previstos na legislação municipal vigente à época, além das parcelas retroativas não alcançadas pela prescrição.
A orientação também aparece em julgamentos anteriores do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Norte. Em casos envolvendo professores municipais, o TJRN já reconheceu que, quando a legislação aplicável assegura 45 dias de férias aos profissionais em efetivo exercício da docência, o adicional constitucional deve incidir sobre todo o período legalmente concedido.
A discussão também foi analisada pelo Supremo Tribunal Federal no Tema 1.241 de repercussão geral. Ao julgar o caso, a Corte firmou a tese de que o adicional constitucional de um terço incide sobre a remuneração relativa a todo o período de férias estabelecido pela legislação aplicável, ainda que seja superior a 30 dias anuais.
De acordo com a advogada, fundadora do escritório Mylena Leite Advocacia, o fundamento está no artigo 7º, inciso XVII, da Constituição Federal, que assegura férias anuais remuneradas com acréscimo de, no mínimo, um terço. Esse direito também se aplica aos servidores públicos por força do artigo 39, § 3º, da própria Constituição.
O texto constitucional não limita o adicional ao período de 30 dias. Por isso, quando a legislação municipal estabelece 45 dias de férias para determinados profissionais do magistério, o cálculo do terço constitucional deve acompanhar a totalidade do período legalmente concedido.
“Muita gente acredita que esse é um benefício novo, mas não é. O direito já existe. O que a Justiça vem reforçando é que, quando a legislação garante 45 dias de férias ao professor em sala de aula, o cálculo do terço constitucional precisa acompanhar esse mesmo período”, afirma.
A especialista explica que o direito depende da legislação vigente em cada município e da situação funcional de cada servidor. Em diferentes cidades potiguares, normas locais asseguram ou asseguraram 45 dias de férias aos professores em regência de classe, mas o adicional pode ter continuado a ser calculado apenas sobre 30 dias, cenário capaz de gerar diferenças passíveis de cobrança.
Além da forma de cálculo, outro aspecto que merece atenção é o prazo para reivindicar valores retroativos. Em regra, as pretensões contra a Fazenda Pública estão sujeitas ao prazo de cinco anos previsto no Decreto nº 20.910/1932.
Nas relações de trato sucessivo, quando o próprio direito não tiver sido expressamente negado pela Administração Pública, a prescrição pode atingir somente as parcelas vencidas antes dos cinco anos que antecedem o ajuizamento da ação, conforme as particularidades de cada caso e o entendimento consolidado na Súmula 85 do Superior Tribunal de Justiça.
Para Mylena Leite Ângelo, julho acaba sendo um momento estratégico para que professores organizem documentos, consultem holerites e verifiquem se o cálculo do benefício observou a legislação vigente no município durante o período em que tiveram direito às férias diferenciadas.
“Cada município possui regras próprias, e cada situação precisa ser analisada individualmente. O primeiro passo é verificar o que diz a lei local sobre o período de férias do magistério. A partir daí, é possível identificar se o cálculo do terço constitucional foi realizado corretamente ou se existe alguma diferença a ser avaliada”, orienta a advogada.
A especialista ressalta que o reconhecimento e a cobrança de eventuais diferenças dependem da legislação de cada município, do período efetivamente trabalhado, da função exercida, dos holerites, da documentação funcional e das circunstâncias específicas de cada caso.
Para mais informações e conteúdos, acesse o perfil no Instagram: @mylenaleiteadvocacia
Sobre a especialista
Dra. Mylena Leite Ângelo é advogada especialista em Direito do Servidor Público e fundadora do escritório Mylena Leite Advocacia, criado em 2012, com sede no Rio Grande do Norte e atuação nacional. Com mais de 40 colaboradores e mais de 15 mil clientes atendidos, a banca já garantiu mais de R$ 100 milhões em direitos para servidores públicos e profissionais da saúde. Sua atuação abrange demandas remuneratórias, funcionais, administrativas, trabalhistas e previdenciárias, além de magistério, progressões, precatórios e planejamento patrimonial e sucessório.


Um médico que atuava em um hospital psiquiátrico viveu um episódio marcante durante uma avaliação de rotina de um paciente diagnosticado com esquizofrenia. Segundo o relato, ao entrar no quarto, ele se deparou com uma cena tão incomum que ficou completamente sem reação.
“Quando entrei no quarto, fiquei completamente paralisado com o que vi. Trabalho nesta profissão há muitos anos, mas nunca havia presenciado algo assim. Fiquei sem saber como reagir”, contou.
O paciente já era acompanhado pela equipe multiprofissional e apresentava sinais graves da doença. Apesar dos esforços terapêuticos e do acompanhamento contínuo, seu quadro clínico vinha se agravando ao longo do tempo.
O médico relatou ainda que o impacto emocional do episódio foi tão intenso que precisou de um longo período para se recuperar. “Depois de ver aquela cena, demorei muito tempo para me recuperar emocionalmente. A partir daquele dia, toda vez que entrava naquele quarto, sentia medo”, afirmou.
O caso chama a atenção para os desafios enfrentados por profissionais da saúde mental, que frequentemente lidam com situações complexas e emocionalmente desgastantes. Em episódios como esse, a conduta inicial deve priorizar a segurança de todos os envolvidos: avaliar rapidamente o risco, solicitar apoio da equipe quando necessário, manter uma postura calma, evitar confrontos e adotar os protocolos estabelecidos pela instituição antes de qualquer intervenção.
O relato, no entanto, não informa qual foi a cena presenciada pelo médico, o que impede qualquer conclusão específica sobre o ocorrido. Sem esse detalhe, não é possível determinar qual seria a conduta clínica mais adequada além das medidas gerais de segurança e avaliação inicial.


O pré-candidato a deputado federal Pedro Filho (PL) realiza neste sábado (11), em Assú, o lançamento oficial de sua pré-candidatura à Câmara dos Deputados. O evento acontecerá a partir das 9h, na Quadra do Caminho do Futuro, e deve reunir lideranças políticas, representantes de diversos segmentos da sociedade, apoiadores e moradores de toda a região do Vale do Açu.
Também estarão presentes os pré-candidatos ao Governo, Álvaro Dias, a vice-governador Babá Pereira, e ao Senado, Coronel Hélio. O ato marca o lançamento do Projeto EndireitaRN na região do Vale do Açu.
O evento é ainda uma nova etapa da caminhada de Pedro Filho rumo às eleições de 2026 e simboliza o fortalecimento de um projeto político que vem crescendo em todas as regiões do Rio Grande do Norte. Vereador em Assú, líder evangélico e uma das principais lideranças emergentes do Partido Liberal no estado, Pedro tem ampliado sua base de apoios junto a prefeitos, ex-prefeitos, vereadores, suplentes, lideranças religiosas, empresários e representantes da sociedade civil.
A ação reforça a ligação de Pedro Filho com o Vale do Açu, região onde iniciou sua trajetória política e que pode voltar a conquistar protagonismo no cenário estadual. Ao longo da pré-campanha, Pedro tem defendido que o Vale do Açu tenha uma representação forte em Brasília, comprometida com o desenvolvimento regional e com a defesa dos interesses dos municípios.
Segundo Pedro Filho, o evento será um momento de diálogo, união e construção coletiva. “Este não será apenas o lançamento de uma pré-candidatura, mas o início de uma caminhada construída ao lado das pessoas que acreditam no potencial do Vale do Açu e de todo o Rio Grande do Norte. Queremos levar para Brasília a voz do interior, defender nossos municípios e trabalhar por um estado com mais oportunidades, desenvolvimento e qualidade de vida para todos”, afirmou.
Lançamento da pré-candidatura de Pedro Filho a deputado federal
Quando: Sábado (11/07)
Local: Quadra do Caminho do Futuro/Assu
Horário: 9 horas


Sem receber qualquer resposta após sucessivos requerimentos, o Vereador Professor Silvano Carlos apresentou a 3ª reiteração cobrando da Prefeitura de João Câmara e da Secretaria Municipal de Finanças informações detalhadas sobre o cronograma de execução das Emendas Impositivas. O parlamentar afirma que a falta de transparência compromete o planejamento dos vereadores, dificulta o acompanhamento da aplicação dos recursos públicos e desrespeita o dever de prestar informações ao Poder Legislativo.
Segundo o vereador, esta já é mais uma tentativa de obter esclarecimentos que deveriam ser públicos e acessíveis à população. “O silêncio da gestão não enfraquece apenas o mandato de oposição; enfraquece o direito da sociedade de saber como e quando os recursos serão aplicados”, destacou. O requerimento solicita o cronograma completo das emendas, o status de cada etapa e informações sobre a regulamentação que disciplina sua execução.
Professor Silvano reforçou que fiscalizar é uma obrigação constitucional do vereador e que continuará utilizando todos os instrumentos legais para garantir transparência, respeito ao Legislativo e responsabilidade na gestão dos recursos públicos. “Quem não deve, não teme responder. A população merece respostas, não silêncio”, concluiu.
Foto: Moisés Araújo


O ex-deputado Kelps Lima confirmou que não será mais candidato a deputado federal nas eleições deste ano. A decisão foi informada a esse comunicador em conversa nesta quinta-feira (9).
Kelps afirmou que irá detalhar os motivos da desistência durante uma entrevista ao vivo, concedida ainda hoje ao programa Meio-Dia RN.
Do BG | Foto: Moisés Araújo


Mesmo após três requerimentos apresentados à Prefeitura de João Câmara, o Vereador Professor Silvano Carlos afirma que ainda não recebeu as informações solicitadas sobre o programa de Auxílio-Aluguel. O parlamentar voltou a cobrar esclarecimentos sobre critérios de concessão, valor do benefício, documentação exigida, prazo de análise dos pedidos e demais regras que garantam transparência na execução da política pública.
Para o vereador de oposição, a ausência de resposta dificulta o trabalho de fiscalização do Poder Legislativo e impede que a população tenha acesso a informações essenciais sobre um benefício destinado às famílias em situação de vulnerabilidade. “Transparência é um dever da gestão pública e um direito de todos os cidadãos. Não podemos aceitar que questionamentos oficiais permaneçam sem resposta”, afirmou.
Professor Silvano garantiu que continuará utilizando todos os instrumentos legais e regimentais para cobrar os esclarecimentos da administração municipal. Segundo ele, seu compromisso é fiscalizar a aplicação dos recursos públicos e assegurar que os direitos da população sejam respeitados, independentemente da resistência do Executivo em prestar as informações solicitadas.
Foto: Moisés Araújo


O cenário político-eleitoral da mais recente sondagem de intenções de votos TRIBUNA DO NORTE/Instituto Consult indica que as eleições para governador do Rio Grande do Norte serão decididas em dois turnos. De acordo com a pesquisa estimulada, o ex-prefeito de Mossoró, Allyson Bezerra (União) é o pré-candidato preferido dos eleitores, com 34,59%, mas não alcançaria o percentual mínimo de 50% mais 1 voto para vencer o pleito no primeiro turno, caso a eleição fosse hoje, pois é ultrapassado no somatório dos outros pré-candidatos ao cargo, que chegam a 41,18%.

A pesquisa do Instituto Consult, que ouviu 1.700 eleitores entre os dias 3 e 5 deste mês, aponta o ex-prefeito de Natal, Álvaro Dias (PL) na segunda colocação, com 29,0%, enquanto o candidado do PT, o ex-secretário estadual da Fazenda, Cadu Xavier, que tem apoio da governadora do Estado, Fátima Bezerra (PT), aparece com apenas 11,24%.
Os outros dois pré-candidatos de partidos de esquerda ao governo estadual, Dario Barbosa (PSTU) e Roberio Paulino (PSOL), têm somente 0,47% das intenções de votos dos 2,66 milhões de eleitores do Rio Grande do Norte.
A pesquisa Consult ainda mostra que 14,94% do eleitorado responderam “não saber dizer” em quem votam, outros 9,24% afirmaram não votar em “nenhum” e 0,06% votaria em “outro” candidato.
Empate
Pesquisa TRIBUNA DO NORTE/ Instituto Consult feita entre 15 e 18 de março indicava um empate técnico nas duas primeiras colocações na disputa para governo do Estado.
Na época, praticamente dois meses depois de ter anunciado sua pré-candidatura ao governo estadual ao pleito de 4 de outubro, o ex-prefeito de Natal, Álvaro Dias, que estava de saída do Republicanos para o Partido Liberal (PL), aparecia na liderança, com 31,18% das intenções de votos, seguido pelo prefeito de Mossoró, Allyson Bezerra (União Brasil), com 29,24.
Mais atrás apareciam o candidato do Partido dos Trabalhadores (PT), o secretário estadual da Fazenda, Carlos Eduardo Xavier, o Cadú, com 6,35% e Robério Paulino, do PSOL, 1,65%. O número de indecisos (17,65%) e eleitores que não escolheriam nenhum dos nomes (13,94%).
Metodologia
Na ocasião, a pesquisa foi realizada com 1.700 eleitores em 55 municípios do Rio Grande do Norte. O levantamento tem margem de erro de 2,37 pontos percentuais e nível de confiança de 95%. A pesquisa tem o registro de número: RN-03877/2026 e BR-03533/2026.
Espontânea
A pesquisa TN/Consult realizada na primeira semana deste mês de julho, mostra na sondagem não estimulada, aquela em que não se aponta nomes de pré-candidatos ao governo, que a maioria dos eleitores (68,71%) estão indecisos e que 4,71% não votaria em ninguém para governador.
Nesse caso, Allyson Bezerra aparece com 12,59%, seguido de perto por Álvaro Dias, com 9,12% e mais atrás, Cadu Xavier, 4,47%.
Também são citados na pesquisa espontânea o senador Styvenson Valentim (Podemos), 0,18% e a governadora Fátima Bezerra, que está a menos de seis meses do fim do segundo mandato, com 0,12%, mesmo percentual de votos que teria um candidato apoiado por ela,
Margem de Erro
O erro amostral máximo da pesquisa TN/Consult feita entre 3 e 5 de julho é de 2.37% e confiabilidade de 95%.
A pesquisa tem o seguinte registro na Justiça Eleitoral: Registro: BR – 01626/2026 / RN – 06648/2026.
A Pesquisa foi realizada no Rio Grande do Norte RN, abrangendo 12 áreas geográficas, representada por 63 municípios.
TN

Estudante de Serviço Social, Reporter Fotográfico, Radialista e Jornalista com DRT-RN 711. Fui funcionário das Rádio Baixa Verde-AM, 101 FM, 89 FM e Líder Gospel, tendo iniciado no rádio em 1992. Entrei no mundo virtual e idealizei o Blog do Moisés Araújo, hoje uma das referências de informação entre os internautas da Região do Mato Grande e do estado do Rio Grande do Norte.

Moisés Araújo © 2026 – Todos os Direitos Reservados