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O grupo político de Álvaro Dias tem enfrentado seu maior adversário dentro de casa, mas nada que não justifique o palanque por conveniência. Versões desencontradas, recuos públicos e uma comunicação que se contradiz em diferentes momentos constroem a imagem de um projeto político que tropeça na própria narrativa. Não por acaso, cresce a percepção de um comportamento típico de um verdadeiro camaleão da política potiguar, que ajusta suas cores conforme o ambiente e as bandeiras que melhor lhe servem em cada momento.
O rompimento com Rogério Marinho, consumado em 2023, ultrapassou o campo das divergências programáticas e ganhou contornos pessoais, mas o episódio mais revelador não é o conflito em si, e sim o que veio antes e depois dele.
Logo após a derrota de Bolsonaro nas urnas em 2022, Álvaro tratou de se distanciar do bolsonarismo. Em entrevista à jornalista Thaisa Galvão, adotou tom explícito de afastamento desse campo político. Agora, com o cenário eleitoral redesenhado, o ex-prefeito de Natal volta a se aproximar do mesmo grupo que, poucos anos atrás, julgou conveniente abandonar. Não parece mudança de convicção. Parece cálculo, e esse tipo de movimento já tem endereço conhecido na trajetória de Álvaro Dias, marcada por alianças que se desfazem e reposicionamentos que seguem a conveniência do momento.
Carlos Eduardo está aí para lembrar. Para quem conhece os bastidores da política potiguar, histórico é o que não falta. E quando o padrão se repete, a dúvida deixa de ser sobre estratégia e passa a ser sobre coerência. A pergunta que fica no ar é simples: Álvaro Dias é bolsonarista quando precisa ser, e deixa de ser quando também precisa?

Estudante de Serviço Social, Reporter Fotográfico, Radialista e Jornalista com DRT-RN 711. Fui funcionário das Rádio Baixa Verde-AM, 101 FM, 89 FM e Líder Gospel, tendo iniciado no rádio em 1992. Entrei no mundo virtual e idealizei o Blog do Moisés Araújo, hoje uma das referências de informação entre os internautas da Região do Mato Grande e do estado do Rio Grande do Norte.

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