A Câmara Municipal de João Câmara/RN recebeu, na tarde...Leia mais
Após ação civil do MPRN, Justiça determina inclusão de indígenas e quilombolas no concurso unificado do Estado
O Ministério Público do Rio Grande do Norte (MPRN) obteve uma decisão favorável na Justiça que obriga o Estado a incluir pessoas indígenas e quilombolas como beneficiárias da reserva de vagas no concurso público unificado do Detran, Ipern e Ceasa, e nos futuros certames. Uma ação civil pública foi ajuizada pelo MPRN pela falta de uniformidade nos editais estaduais, que apresentavam critérios diferentes para a aplicação de cotas raciais. O MPRN identificou que alguns certames seguiam apenas a legislação estadual antiga, enquanto outros já adotavam parâmetros mais amplos de proteção a minorias étnicas. A 3ª Vara da Fazenda Pública de Natal determinou que o Estado observe uma política afirmativa uniforme em todos os concursos apontados na petição inicial. A decisão judicial ressalta que a Lei Estadual nº 11.284/2022 já reconhece a necessidade de políticas voltadas a indígenas e quilombolas. A Justiça destacou que a ausência de regulamentação administrativa não pode impedir o exercício de direitos já previstos em lei. A medida busca evitar o tratamento desigual entre candidatos que pertencem aos mesmos grupos étnico-raciais em diferentes seleções. Concurso unificadoO Estado deve promover a retificação dos editais em andamento que ainda não contemplem esses grupos, com destaque para o concurso público unificado. O prazo estipulado pela Justiça para que o governo realize essas alterações administrativas e publique as retificações é de 48 horas. A decisão também assegura que os candidatos já inscritos nestes processos seletivos tenham o direito de complementar sua autodeclaração. Esse procedimento permitirá que interessados concorram especificamente às vagas reservadas para indígenas ou quilombolas. Para garantir que os candidatos tenham tempo de se adequar às novas regras, a Justiça estabeleceu um prazo de 10 dias para a mudança na modalidade de inscrição. As retificações devem ser amplamente divulgadas nos canais oficiais do Estado e nos sites das bancas organizadoras dos concursos. O objetivo é assegurar que todos os participantes tomem ciência das modificações e possam exercer o direito à reserva de vagas de forma transparente. A decisão reforça a necessidade de coerência institucional na disciplina das regras de acesso aos cargos públicos. Novos editais proibidosA decisão também impõe uma obrigação para seleções futuras no Rio Grande do Norte até que ocorra uma regulamentação específica. O Estado está proibido de publicar novos editais de concursos sem que haja a previsão expressa de reserva de vagas para indígenas e quilombolas. Essa medida visa evitar que novas irregularidades aconteçam e que a fragmentação da política de ações afirmativas persista. O MPRN argumentou que a inércia do Executivo em regulamentar o Estatuto da Igualdade Étnico-Racial gerava insegurança jurídica e riscos de anulação de certames. O descumprimento das regras anteriores gerava situações em que candidatos de um mesmo grupo eram protegidos em determinados concursos, mas excluídos em outros do mesmo ente federativo. MPRN
Congresso reduz pena de Bolsonaro e outros condenados por atos golpistas
O Congresso Nacional derrubou, nesta quinta-feira (30), o veto integral do presidente Lula (PT) ao projeto que reduz penas de condenados pelos ataques aos Três Poderes, em 8 de janeiro de 2023, o chamado PL da Dosimetria. Com isso, ao menos 280 pessoas podem ser beneficiadas, inclusive o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e aliados dele, condenados por tramar um golpe de Estado no país. A redução das penas, no entanto, não é automática. Pelo texto aprovado no Congresso, cabe ao Supremo Tribunal Federal (STF) recalcular as punições de cada um dos réus, conforme as novas regras que o projeto determina. Para isso, a corte precisará ser provocada, por exemplo, pela defesa de algum dos condenados, pelo Ministério Público ou até por um ministro da corte, que seja relator de um dos casos da tentativa de golpe. Ou seja, a redução de penas ainda depende do aval do STF, que será o responsável por calcular as novas penas conforme a nova determinação da lei, que estava derrubada e voltou a valer nesta quinta (30). g1 | Foto: Carlos Moura
Audiência pública na Câmara discute desafios do diagnóstico precoce do câncer em Natal
A Câmara Municipal de Natal recebeu nesta quinta-feira-feira (30), uma audiência pública com foco nos desafios do diagnóstico na oncologia e os impactos da demora no início do tratamento. A iniciativa foi promovida pela Frente Parlamentar de Enfrentamento ao Câncer e Apoio aos Pacientes Oncológicos, presidida pela vereadora Camila Araújo, que tem se destacado na defesa da causa no Rio Grande do Norte. Com o tema “Desafios do diagnóstico na oncologia: como não perder tempo?”, o encontro reuniu especialistas, profissionais da saúde, pacientes e representantes da sociedade civil para discutir caminhos que reduzam o tempo entre a suspeita e a confirmação da doença — etapa considerada decisiva para o sucesso do tratamento. A audiência foi aberta ao público, objetivo de ampliar o debate sobre políticas públicas voltadas à oncologia, além de propor soluções práticas para garantir mais agilidade no diagnóstico e mais chances de vida para quem enfrenta o câncer.
Jornalista Wender Gomes estreia na literatura com obra que explora memória e identidade
Lançamento acontece dia 06 de maio, em Canguaretama, e dia 08, em Natal O que permanece em nós quando o tempo insiste em avançar? É a partir desse questionamento que o jornalista e escritor Wender Gomes lança seu primeiro livro de poemas, “Aquilo que Ficou”. A obra é um percurso sensível pela infância, pela família e pelas raízes do autor na cidade de Canguaretama. Dividido em quatro atos: antes de saber, há terra em mim, meu centro e aquilo que ficou, o livro vai além do simples registro de lembranças. Wender utiliza a poesia para investigar como a identidade se reconstrói e se reinventa. “Não é sobre o que aconteceu, mas sobre aquilo que permaneceu”, define o autor. Mergulho no território e no afeto Natural de Canguaretama, Wender Gomes traz para as páginas a geografia afetiva do Rio Grande do Norte. O livro evoca imagens do braço de rio em Cunhaú, o cheiro de alfazema da casa da avó e a ancestralidade que resiste no território. A obra também propõe uma interação com o leitor, deixando espaços abertos para que cada um preencha com suas próprias saudades e vivências. Empreendedor e produtor cultural, o autor afirma que a escrita nasceu do desejo de dar sentido ao que não passa, como o território e o afeto. “Aquilo que Ficou é, antes de tudo, um convite para olhar para o passado não como um lugar de perda ou meramente saudade, mas como o fundamento de quem somos hoje”, complementa o jornalista. O lançamento do livro contará com dois momentos especiais de encontro com o público. O primeiro acontece em Canguaretama, terra do autor, no dia 6, às 19h, na Escola Estadual Fabrício Maranhão, local que estudou de 1ª a 4ª, em uma noite marcada por afeto, memória e reencontros. Já em Natal, o lançamento será realizado no dia 8, também às 19h, no Araçá Café Bistrô, reunindo amigos, leitores e convidados para celebrar a chegada da obra. Aquilo que Ficou é uma realização da Fundação José Augusto, Secretaria de Estado da Cultura, Governo do Estado do Rio Grande do Norte, Sistema Nacional de Cultura, Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura, Ministério da Cultura e Governo Federal. Serviço Lançamento Aquilo que Ficou Local: Canguaretama (RN)Data: 06 de maioHorário: 19hLocal: Escola Estadual Fabrício Maranhão Local: Natal (RN)Data: 08 de maioHorário: 19hLocal: Araçá Café Bistrô
Parlamento Jovem Jandairense se fortalece e amplia participação da juventude nos debates municipais
O Parlamento Jovem Jandairense segue cada vez mais fortalecido, consolidando-se como uma importante ferramenta de incentivo à participação dos jovens nas discussões sobre o futuro da cidade de Jandaíra. A iniciativa tem como principal objetivo aproximar a juventude do poder legislativo, promovendo cidadania e consciência política desde cedo. De acordo com o presidente da Câmara Municipal, vereador Severino Matias, o fortalecimento do projeto é resultado de um esforço coletivo de toda a casa legislativa. Segundo ele, há uma preocupação constante em fomentar o debate entre os jovens, estimulando o interesse pelos temas que impactam diretamente o município. “Essa tem sido uma preocupação de todos nós: incentivar a discussão desde cedo, que é o verdadeiro papel do legislativo. Inclusive, durante nossa participação na 25ª Marcha em Brasília, muitos presidentes de câmaras municipais de todo o Brasil demonstraram interesse no projeto do Parlamento Jovem que temos em nossa cidade”, destacou o presidente. A iniciativa reforça o compromisso da Câmara Municipal de Jandaíra com a formação de cidadãos mais conscientes e participativos, contribuindo para o fortalecimento da democracia e para a construção de uma sociedade mais engajada.


