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Alterações de memória e atenção após a quimioterapia afetam milhares de pacientes; técnicas de reabilitação neuropsicológica oferecem alívio e qualidade de vida
O tratamento oncológico pode trazer efeitos que vão além do corpo. Muitos pacientes relatam alterações cognitivas, como falhas de memória, dificuldade de atenção e lentidão no raciocínio, um fenômeno conhecido como “chemobrain” ou “névoa cognitiva”. Essas mudanças impactam diretamente a rotina e a qualidade de vida.
Estudos apontam que até 75% dos pacientes em quimioterapia apresentam algum grau de comprometimento cognitivo, especialmente em memória e atenção. Em parte deles, os sintomas melhoram em até um ano após o fim do tratamento, mas em outros podem persistir por mais tempo. Pesquisas também indicam que agentes quimioterápicos podem atravessar a barreira hematoencefálica e afetar neurotransmissores, contribuindo para os déficits.
A neuropsicologia oferece recursos importantes para tratar essas alterações. Programas de reabilitação cognitiva, tanto presenciais quanto online, já mostraram eficácia em reduzir queixas de memória e atenção em sobreviventes de câncer. Um estudo clínico com 167 pacientes identificou melhora significativa após intervenções computadorizadas de treino cognitivo. Diretrizes internacionais sugerem que a reabilitação cognitiva deve ser considerada intervenção de primeira linha para pacientes que apresentam déficits persistentes após a quimioterapia. Além disso, atividades físicas e práticas de mindfulness também têm demonstrado impacto positivo no funcionamento cerebral.
“Quando compreende que as dificuldades cognitivas são parte do processo e não uma falha pessoal, o paciente já encontra alívio. A neuropsicologia oferece caminhos para resgatar a autonomia e a confiança”, explica a psicóloga Candice Galvão, especialista em neuropsicologia e psicologia oncológica.
A avaliação cognitiva precoce, preferencialmente no início do tratamento oncológico, permite identificar alterações desde a base e personalizar estratégias de reabilitação. Isso garante maior adesão ao tratamento, menor impacto funcional e mais qualidade de vida.
À medida que a sobrevida dos pacientes com câncer aumenta, torna-se essencial incluir o cuidado neuropsicológico como parte da jornada terapêutica.
Sobre Candice Galvão
Candice Galvão é psicóloga com especialização em psicologia clínica, neuropsicologia e psicologia oncológica. Com mais de 10 anos de experiência, atende presencialmente na Clínica La Vie, na Av. Rodrigues Alves, 1069, bairro do Tirol, em Natal (RN), e também oferece atendimento online. Tem atuação reconhecida junto à Liga Contra o Câncer do Rio Grande do Norte e compartilha conhecimentos sobre saúde mental e cognição em seu Instagram: @candicegalvaopsicologia.

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Estudante de Serviço Social, Reporter Fotográfico, Radialista e Jornalista com DRT-RN 711. Fui funcionário das Rádio Baixa Verde-AM, 101 FM, 89 FM e Líder Gospel, tendo iniciado no rádio em 1992. Entrei no mundo virtual e idealizei o Blog do Moisés Araújo, hoje uma das referências de informação entre os internautas da Região do Mato Grande e do estado do Rio Grande do Norte.
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