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Areia Branca: MPRN orienta redução de gastos e horário limite para Festa de Nossa Senhora dos Navegantes
O Ministério Público do Rio Grande do Norte (MPRN) recomendou à Prefeitura de Areia Branca a redução dos custos da tradicional Festa de Nossa Senhora dos Navegantes de 2026. A medida busca uma diminuição de 30% a 40% nos gastos totais do evento em comparação com o ano anterior. Além disso, o documento, publicado no Diário Oficial do MPRN (DOMP) desta quinta-feira (9), fixa o encerramento das apresentações musicais rigorosamente às 2h da manhã. A recomendação tem como base notícias de queda de 34% na arrecadação de royalties de petróleo no município em 2026. Além disso, o ano anterior apresentou receita menor que a despesa empenhada, segundo dados do Sistema Integrado de Auditoria Informatizada (SIAI Fiscal) do Tribunal de Contas do Estado (TCE). No entendimento da Promotoria de Areia Branca, os gastos elevados com festividades tornaram-se incompatíveis com o cenário financeiro atual. Em 2025, o gasto apenas com bandas ultrapassou um R$ 1,9mi. “Esse tipo de evento demanda gastos não só com a contratação de bandas (que, por si só, já representa um alto custo), mas também com a locação de serviços de som, palco, tenda, banheiros, gerador, equipamentos, dentre outros, mormente se considerada a duração da festa”, registra o texto. O texto registro, no entanto, que a diminuição de dias do evento, caso se faça necessária, deverá refletir tão somente nos eventos culturais e festivos, não havendo qualquer limitação aos atos religiosos da referida festividade. Limitação de horário Por outro lado, a Polícia Militar provocou a instauração de procedimento para limitar horários. Afinal, a ausência de limites claros gerava aumento de conflitos e poluição sonora. Com isso, a recomendação orienta que a Prefeitura limite o encerramento das apresentações musicais rigorosamente às 2h da manhã. O gestor municipal recebeu o prazo de três dias úteis para enviar resposta por escrito. O descumprimento dessas orientações poderá acarretar o ajuizamento de Ação Civil Pública. Confira a íntegra da recomendação.
ALRN discute acumulação de cargos pelos militares estaduais
O Legislativo estadual reuniu, na tarde desta quinta-feira (9), representantes de instituições civis e militares, além de membros de associações de classe, para discutir, em audiência pública, a possibilidade de acumulação de cargos pelos militares do Rio Grande do Norte. O objetivo do encontro foi ampliar o debate para encontrar soluções, garantindo a segurança jurídica e a correta aplicação das normas relativas à acumulação de cargos públicos por parte dos efetivos da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros Militar. O primeiro da mesa dos trabalhos a se pronunciar foi o advogado Roberto Barroso, representante das assessorias jurídicas das associações dos militares estaduais. “A regra geral é que a acumulação é vedada, com algumas exceções. E essas hipóteses estavam previstas só para os civis. Mas, em 2019, com Emenda Constitucional 101, o texto passou a prever a aplicação da acumulação de cargos públicos aos militares estaduais e do DF”, iniciou. Segundo o advogado, o que está surgindo é uma interpretação que está restringindo esse direito – o que não pode acontecer. “Após a segurança jurídica gerada pela emenda constitucional de 2019, muitos militares passaram a se preparar. Eles estudaram, fizeram outras graduações e foram aprovados em outros concursos públicos. Além disso, passaram por etapas anteriores à posse e exercício. Contudo, surgiram algumas interpretações no estado restritivas a esse direito. E surgiram ainda processos administrativos, determinando que, se esses militares não fizessem a opção pelo cargo da polícia ou bombeiro militar, seriam excluídos da corporação”, informou. Ainda de acordo com Roberto Barroso, “nós defendemos que seja feita a correta interpretação constitucional, a partir da intenção do legislador constituinte”. “E o que ele quis foi garantir aos militares os mesmos direitos dos servidores civis. Ou seja, que eles possam acumular os cargos de militar + professor; militar + cargo de qualquer natureza; ou militar + área da saúde”, concluiu. Para o presidente da Associação dos Bombeiros Militares do RN, cabo Igor Nogueira, o que as associações estão querendo não é aumentar direitos, e sim “consolidar um direito que já existe desde 2019, com a PEC”. “E com isso nós queremos proteger o militar, a sua família, as próprias instituições e a sociedade como um todo. Por que eu digo isso? Porque se os militares tiverem que optar, a PM e o Corpo de Bombeiros podem perder profissionais que já são altamente capacitados nas suas funções, prejudicando, assim, a nossa Segurança Pública”, frisou. Conforme o cabo Igor, atualmente há centenas de militares que ingressaram nas corporações já possuindo um cargo em outra instituição do estado. “E isso significa que, quando ele passou pela banca do concurso, toda a situação foi analisada. E, quando entrou na corporação, também passou pela área jurídica”, finalizou. Já o sargento Flaudiano, da Polícia Militar de Pau dos Ferros, que é parte em processos administrativos e judiciais, disse que “essa questão vem deixando todos muito aflitos”. “É angustiante você responder a um processo administrativo, mesmo sabendo que tem o direito estampado na constituição. Então foi por isso que nós recorremos a esta Casa”, ressaltou. Em seguida, o representante da Associação Nacional de Entidades Representativas de Praças – ANASPRA, subtenente Éder de Oliveira, da PM-MG, destacou que o principal ponto em discussão não é a norma em si, mas a dificuldade de cumpri-la. “A legislação já existe. O direito já está posto, agora nós precisamos efetivá-lo”, disse. De acordo com o vice-presidente da Comissão de Direito Militar da OAB, Gabriel Almeida, “está sendo criada uma dificuldade que já foi solucionada na perspectiva constitucional”. “E isso traz uma preocupação, porque uma interpretação restritiva não pode ultrapassar o limite de fiscalização da lei e adotar uma postura de legislador constituinte derivado”, apontou. Segundo o vice-presidente, “existem valorosos policiais e bombeiros militares que prestam seus serviços para a sociedade potiguar também na saúde ou na educação. E como nós iremos repor todo esse efetivo, caso eles sejam excluídos? Porque as duas instituições já sofrem com baixo quantitativo. Por isso, nós temos que ter cuidado para não afastar a efetividade social da previsão constitucional em nome de uma interpretação restritiva”, alertou. Por fim, ele afirmou que a OAB irá propor uma subcomissão “que discutirá o assunto e emitirá um parecer colaborativo para a Assembleia Legislativa do RN”. Continuando os discursos, o subcomandante do Corpo de Bombeiros Militar do RN, Coronel Franklin, contou como o empasse foi iniciado. “Para contextualizar a situação, o que aconteceu foi que o MP-RN encaminhou ofício ao Comando Geral da PM, solicitando informações sobre eventuais acúmulos de cargos em seu efetivo. Após receber os documentos, o MP apontou algumas situações que, em seu entendimento, poderiam configurar acúmulos de cargos indevidos e requereu a abertura de processos por parte do comando militar. Desde então os processos estão seguindo seu trâmite normal. Mas, havendo uma legislação que venha a pacificar o entendimento, a questão será resolvida”, garantiu. O subcomandante ressaltou ainda que o comando do Corpo de Bombeiros quer que o assunto esteja devidamente pacificado. “E, se vier uma legislação para esclarecer de uma vez tudo isso, ela será muito bem-vinda. O comandante-geral, para esses casos específicos, está analisando e dialogando com todos os envolvidos. Portanto, nós queremos encontrar uma solução que dê a devida segurança jurídica também para as instituições. Nada mais do que isso”, concluiu. Representando a Polícia Militar, o coronel Luís Carlos afirmou que “a PM está de portas abertas para a colaboração de todos que puderem ajudar”. “Nós temos leis e regulamentos a seguir, então os processos estão seguindo o seu rito normal. Mas isso não quer dizer que tenhamos o objetivo de punir alguém. Nós apenas faremos o processo com a maior lisura possível e daremos o direito a quem tem direito, sem nos furtar de seguir o que diz a legislação”, esclareceu. Na visão da representante da Comissão de Direito Administrativo da OAB, Cristina Braga, a emenda constitucional 101/2019 deveria ter colocado um fim nessa discussão. “Porque essa emenda veio para tratar de maneira isonômica os civis e militares, quanto à acumulação de cargos. E
Vereadora Rosiane Soares solicita instalação de semáforo no cruzamento da Rua José Severiano da Câmara com a Rua Antônio Honorato e regularização da iluminação pública em Tubibas
Durante sessão ordinária da Câmara Municipal de João Câmara/RN, a vereadora Rosiane Soares apresentou dois importantes requerimentos voltados à melhoria da infraestrutura urbana e da segurança da população. No primeiro requerimento, a parlamentar solicita que seja encaminhado expediente à prefeita municipal para que determine à Secretaria Municipal de Obras, Transporte e Urbanismo a instalação de um semáforo no cruzamento da Rua Vereador José Severiano da Câmara com a Rua Vereador Antônio Honorato. Segundo a vereadora, a medida tem como objetivo reforçar a segurança no trânsito, reduzindo os riscos de acidentes em um dos cruzamentos considerados de grande circulação no município. A implantação do equipamento deverá proporcionar maior organização do fluxo de veículos e mais segurança para pedestres que utilizam diariamente o local. Já no segundo requerimento, Rosiane Soares pede a regularização integral da iluminação pública na comunidade de Tubibas, com a substituição de todas as luminárias queimadas ou danificadas existentes na posteação da localidade. A iniciativa busca garantir mais segurança, mobilidade e qualidade de vida aos moradores, além de contribuir para a prevenção da criminalidade e proporcionar melhores condições de circulação durante o período noturno. Os dois requerimentos foram apresentados em plenário e, após aprovação, seguem para apreciação do Poder Executivo Municipal, que deverá analisar a viabilidade das solicitações por meio da Secretaria Municipal de Obras, Transporte e Urbanismo. Foto: Moisés Araújo
Odon Jr. aparece entre os mais citados em nova pesquisa Seta e figura entre os eleitos para deputado federal
Mais uma pesquisa eleitoral reforça o crescimento da pré-candidatura de Odon Jr. à Câmara Federal. Levantamento divulgado nesta quinta-feira (09) pelo Instituto Seta aponta o ex-prefeito de Currais Novos na 8ª colocação geral entre os nomes mais citados para deputado federal no Rio Grande do Norte e em 3° lugar entre os candidatos da Federação, posição que o coloca entre os projetados para conquistar uma vaga. O resultado reforça a presença de Odon Jr. no cenário político estadual e indica a consolidação de seu nome entre os principais pré-candidatos à Câmara dos Deputados, em um momento em que as pesquisas começam a desenhar o panorama da disputa eleitoral de 2026. A pesquisa ouviu 1.500 eleitores em todas as regiões do estado entre os dias 4 e 6 de julho. O levantamento possui margem de erro de 2,5 pontos percentuais, para mais ou para menos, e intervalo de confiança de 95%. O estudo foi registrado na Justiça Eleitoral sob os protocolos RN-04846/2026 e BR-08821/2026.
Prefeita Aize Bezerra inicia discussão para garantir escrituras de milhares de imóveis em João Câmara/RN
Poucos sabem, mas quase 50% da área urbana de João Câmara é parte da zona rural pertence oficialmente à União, uma situação que se arrasta há mais de um século e impede que milhares de famílias tenham a escritura pública de seus imóveis.Sem esse documento, os proprietários enfrentam dificuldades para financiar suas casas, vender seus terrenos, obter crédito e garantir a segurança jurídica do patrimônio construído ao longo de gerações. Com o objetivo de enfrentar esse problema histórico, a prefeita Aize Bezerra, a secretaria de planejamento e a procuradoria do município, acompanhados do Deputado Federal Benes Leocádio cumprem agenda na Superintendência do Patrimônio da União (SPU), iniciando uma articulação que pode representar o maior projeto de Regularização Fundiária da história de João Câmara. A proposta em discussão busca encontrar uma solução definitiva para uma questão que atravessou décadas sem ser resolvida. Entre as alternativas está a transferência da área da União para o Município, permitindo que a Prefeitura implante um amplo programa de regularização fundiária e entregue, de forma legal, os títulos de propriedade às famílias camarenses. Para a prefeita Aize Bezerra, essa é uma prioridade da sua gestão e se tudo der certo, será o maior feito da história. “Estamos falando do sonho de milhares de famílias que vivem há décadas em seus imóveis, mas nunca puderam dizer que possuem, de fato, a escritura pública da sua casa. Nossa gestão escolheu enfrentar esse desafio e buscar uma solução definitiva. A Secretária de Planejamento, Karolina Assunção, vem fazendo um trabalho, buscando esses levantamento dos imóveis que estão no perímetro que pertence a união e o trabalho já inicia com essas perspectivas. Esse é uma trabalho de várias mãos que unidas mudaremos essa realidade no nosso município”. A agenda representa mais um passo do compromisso da gestão municipal em resolver problemas estruturais de João Câmara. Caso a iniciativa avance, milhares de imóveis poderão ser regularizados, valorizando o patrimônio das famílias, ampliando o acesso ao crédito e fortalecendo o desenvolvimento econômico do município, já imaginou você, receber a titularidade da sua propriedade? Depois de mais de cem anos de impasse, João Câmara começa a construir um novo capítulo na história da sua regularização fundiária.


