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A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) mantém para esta terça-feira (16) o julgamento da ação penal contra o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP). A decisão foi confirmada pelo ministro Alexandre de Moraes, que rejeitou um pedido da Defensoria Pública da União (DPU) para adiar a análise do caso.
A DPU argumentou que o colegiado está com composição reduzida, atualmente formado por quatro ministros, e defendeu a convocação de um integrante da Segunda Turma para evitar um eventual empate. A defensoria também sustentou que Moraes deveria ser afastado do julgamento por figurar entre as autoridades citadas na investigação.
Ao negar o pedido, o ministro afirmou que a composição da Primeira Turma atende às regras previstas no regimento interno do STF. Segundo ele, o colegiado pode deliberar com a presença mínima de três ministros, o que garante a validade da sessão marcada para esta terça.
Moraes também ressaltou que a jurisprudência da Corte permite a realização de julgamentos por turmas incompletas, desde que o quórum mínimo seja respeitado. Atualmente, a Primeira Turma é composta pelos ministros Flávio Dino, Alexandre de Moraes, Cármen Lúcia e Cristiano Zanin.
Na decisão, o relator destacou ainda que, em ações penais, eventuais empates favorecem o réu, conforme estabelece o Código de Processo Penal.
Eduardo Bolsonaro responde ao crime de coação no curso do processo. De acordo com a Procuradoria-Geral da República (PGR), o parlamentar licenciado teria atuado junto a autoridades dos Estados Unidos para pressionar integrantes do Judiciário brasileiro e influenciar investigações relacionadas à tentativa de golpe de Estado após as eleições de 2022.
Segundo a acusação, ele teria defendido a adoção de sanções contra ministros do STF e medidas econômicas contra o Brasil como forma de pressionar o andamento dos processos.
Durante a sessão desta terça-feira, os ministros decidirão se condenam ou absolvem Eduardo Bolsonaro.
A pena prevista para o crime de coação no curso do processo varia de um a quatro anos de prisão, além de multa. Em caso de condenação, o parlamentar também poderá enfrentar consequências na esfera eleitoral, incluindo eventual inelegibilidade, caso sejam aplicados os efeitos previstos na Lei da Ficha Limpa.
Portal 98 FM

Estudante de Serviço Social, Reporter Fotográfico, Radialista e Jornalista com DRT-RN 711. Fui funcionário das Rádio Baixa Verde-AM, 101 FM, 89 FM e Líder Gospel, tendo iniciado no rádio em 1992. Entrei no mundo virtual e idealizei o Blog do Moisés Araújo, hoje uma das referências de informação entre os internautas da Região do Mato Grande e do estado do Rio Grande do Norte.

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